- Autor
- Marcelo Luiz Pelizzoli
- Orientador(a)
- Pergentino Stefano Pivatto
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2000
O objetivo é analisar o sentido da subjetividade na fenomenologia husserliana, mostrando sua amplitude e insuficiências; trazer à tona o seu modelo de intersubjetividade, com suas possibilidades e limitações diante da relação com a alteridade. Analisar a proposta heideggeriana (Ser e tempo) que superaria a subjetividade transcendental, distinguindo que modelos de """"subjetividade"""", de """"intersubjetividade"""" e de """"alteridade"""" surgem na questão do sentido do Ser pelo Dasein, e se ele representa alternativa profícua para abordar o sentido da subjetividade em confluência com a alteridade. Culmina, analisando a noção de subjetividade e de relação ao Outro desde Levinas e o seu impacto filosófico e ético. O fio condutor é a possibilidade, com suas implicações, de pensar a subjetividade pelo seu sentido ético, por meio de uma metafenomenologia levinasiana, e sua relação dinâmica com o pensamento da """"(inter)subjetividade"""" em Husserl e Heidegger, como alternativa efetiva para a relação com a alteridade, em resposta à crise contemporânea do sujeito e da ética. De outro modo: a noção de sujeito autônomo, via egologia-fenomenológica, é uma construção que entra em crise - em especial com a desconstrução do sujeito em Heidegger, que contudo gravitaria de alguma forma ainda na """"filosofia do Mesmo"""". Desde então, a questão da fundamentação da (inter)subjetividade fica estruturalmente em suspenso. A partir de Levinas propomos a reconstrução da subjetividade pelo seu sentido ético como resposta-responsabilidade à alteridade de raiz, pensando não mais em termos de intersubjetividade, mas na relação com uma unicidade, via Desejo do Outro (Rosto), culminando no Si mesmo como outro. Conjuntamente, pensam-se as possibilidades e implicações desta nova inteligibilidade ética nas fronteiras da Filosofia e o desafio ético de nosso tempo. A questão central é a do sentido da subjetividade atravessada pela alteridade e o tipo de envio à relação ética que ocorre em cada caso em confronto. Por conseguinte, como se pode reconstruir o sentido da subjetividade na injunção do sentido da alteridade, e até que ponto o pensamento de Levinas dá base para isso indo além de Husserl e de Heidegger ? Passa-se, em cada autor, pela questão no primado: 1. da subjetividade/intersubjetividade na consciência e auto-reflexividade; 2. da subjetividade remetida ao plano ontológico fundamental do Ser (aí); 3. da subjetividade reconstruída desde a Ética de raiz, como modo de abordagem primeiro da alteridade, culminando em conseqüências ético-filosóficas novas e profícuas.
