Voltar para Artigos
Artigos

EPISTEMICÍDIO E NORMA EPISTÊMICA: Nas Encruzilhadas da Desobediência

Santana Taciana Mariz Félix, Manuel Cochole Paulo Gomane

Autor
Santana Taciana Mariz Félix, Manuel Cochole Paulo Gomane
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 48
Ano
2023
DOI
10.13102/ideac.v1i48.9242
Páginas
145-154
Idioma
pt
2023Santana Taciana Mariz Félix, Manuel Cochole Paulo Gomane. EPISTEMICÍDIO E NORMA EPISTÊMICA: Nas Encruzilhadas da Desobediência. Revista Ideação, v. 1, n. 48, p. 145-154, 2023.1

Este artigo tem como objetivo refletir acerca do epistemicídio e a norma epistêmica como estratégias de dominação colonialista por meio do exercício do poder sobre o saber e o ser em sociedades colonizadas, um debate que se enquadra igualmente no campo da epistemologia social, particularmente na temática sobre o “silenciamento epistêmico”. O epistemicídio ou as “injustiças epistêmicas”, junto ao genocídio em nosso território afro-pindorâmico, se caracteriza com continuadas tentativas de extermínio das tradições, saberes e suas tecnologias, sustentada por vários mecanismos de silenciamento, dentre eles, temos a norma epistêmica com base na “razão universal” ao exemplo do reducionismo e a analiticidade. Porém, como nossas/os ancestrais (culturais e epistêmicos) andamos nas encruzas da desobediência epistêmica, nas veredas da pluriversalidade, provincialização  e da razoabilidade das racionalidades, “costurando” saberes dentro de uma estrutura “arqueológica de conhecimento” que é determinada, muita das vezes, por uma ecologia do saber que tem como barômetro um “local epistêmico” hegemônico desde a semântica ao processo de legitimação ontológica,  ao exemplo das “eurofilosofias”; isto é, marginalização das “filosofias e ciências” da alteridade como as afro-pindorâmicas e indo-islâmicas.