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Espacialidade e existência: a motricidade em sua significação fenomênica

José Marcelo Siviero

Autor
José Marcelo Siviero
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
9 / 1
Ano
2014
DOI
10.31977/grirfi.v9i1.595
Páginas
116-136
Idioma
pt
2014José Marcelo Siviero. Espacialidade e existência: a motricidade em sua significação fenomênica. Griot : Revista de Filosofia, v. 9, n. 1, p. 116-136, 2014.2

Analisando as discussões conduzidas por Merleau-Ponty sobre a espacialidade e a motricidade do corpo próprio na Fenomenologia da Percepção, o objetivo deste artigo é circunscrever as principais consequências filosóficas da articulação da espacialidade com a existência. Desvelando um viés expressivo e uma temporalidade, o exame da motricidade num sujeito doente permite identificar uma ausência que o normal não possui, ou seja, uma experiência fragmentada que caracteriza a doença e os distúrbios motores. É daí que deriva a ideia dum arco intencional, que nada mais é do que um meio de articulação significativa entre os variados setores da experiência.