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Espanto e retenção como tonalidades afetivas fundamentais do outro início

Leandro Assis Santos

Autor
Leandro Assis Santos
Revista
Sofia
Edição
10 / 1
Ano
2022
DOI
10.47456/sofia.v10i1.31119
Páginas
252-279
Idioma
pt
2022Leandro Assis Santos. Espanto e retenção como tonalidades afetivas fundamentais do outro início. Sofia, v. 10, n. 1, p. 252-279, 2022.1

RESUMO: Esta pesquisa busca esclarecer alguns contornos de um conceito-experiência central à filosofia de Martin Heidegger: a noção de tonalidade afetiva (Stimmung). Esta visa remeter o ser-aí (Dasein) ao espaço aberto que se efetiva como lugar de realização de sua existência. A tonalidade afetiva dimensiona a inserção do ser-aí ao mundo, marcando decisivamente sua relação com tudo aquilo que se apresenta no seio aberto. Tais fenômenos são, mediante características específicas de abertura, compreendidas como tonalidades afetivas fundamentais (Grudstimmung), instâncias essenciais por situarem o ser-aí na tentativa de se singularizar no bojo do horizonte semântico que é o seu. Logo, tais afecções se notabilizam por igualmente abrirem o âmbito do desvelamento do seer (Seyn), apreendido em sua radical diferença ao ente, se notabilizando como articulações que possibilitam a manifestação do ser no ente. Esse acontecimento, por fim, urde a clareira para que acene a questão da verdade do seer. PALAVRAS-CHAVE: Ser. Tonalidade Afetiva. Disposição. Fundamental.