Voltar para Artigos
Artigos

Espinosa e Epicuro: imanência e felicidade

Jefferson Alves de Aquino

Autor
Jefferson Alves de Aquino
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
11 / 21
Ano
2024
Páginas
31-41
Idioma
pt
2024Jefferson Alves de Aquino. Espinosa e Epicuro: imanência e felicidade. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 11, n. 21, p. 31-41, 2024.1

Já no século XVII eram atribuídas a Espinosa (1632-1677) as alcunhas de “ateu e epicurista” com claro intuito de depreciação, haja vista o sentido pejorativo assumido pelas expressões naquele contexto, designativas de “libertinismo”, “hedonismo”. Não demorou para que a própria qualificação “espinosista” se somasse às demais. Discutimos neste artigo a legitimidade dessas associações: inicialmente no que diz respeito à real proximidade dos pensamentos imanentistas de Espinosa e Epicuro (341 a.C.-270 d.C) a propósito de sua percepção da Natureza; depois, no tocante à identificação de suas filosofias a um possível ateísmo hedonista, com o que chegamos a uma compreensão no que se diferenciam e no que se identificam as propostas de felicidade em ambos.