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Esquecimento e Serenidade em Heidegger: Da Parousia ao Ereignis

Alexandre Ferreira

Autor
Alexandre Ferreira
Revista
Revista Limiar
Edição
7 / 14
Ano
2020
DOI
10.34024/limiar.2020.v7.12081
Páginas
109-124
Idioma
pt
2020Alexandre Ferreira. Esquecimento e Serenidade em Heidegger: Da Parousia ao Ereignis. Revista Limiar, v. 7, n. 14, p. 109-124, 2020.2

No presente artigo discuto o esquecimento do ser no Heidegger tardio e sua relação com as noções de acontecimento-apropriativo (Ereignis) e serenidade (Gelassenheit). Para tanto, compararei alguns escritos tardios de Heidegger, sobretudo as preleções “Tempo e Ser” e “Serenidade”, com o curso sobre “Fenomenologia da vida religiosa”, este último ministrado em 1920. Parece-me que no curso de juventude há uma estrutura de pensamento que se repete no Heidegger tardio – sobretudo no que concerne ao conceito de indicação formal e à compreensão da parousia em Paulo – e que pode lançar uma luz sobre a relação entre esquecimento, acontecimento-apropriativo e serenidade. Terminarei o artigo sugerindo a possibilidade de pensar uma ética da serenidade em Heidegger.