Esse trabalho pretende investigar a transformação na concepção habermasiana de filosofia, isto é, a mudança da filosofia como crítica da ciência em ciência reconstrutiva e intérprete mediador, o que está vinculado a uma crítica da modernidade. Ele procura sustentar a hipótese de que essa mudança se explica pela necessidade de desenvolver na crítica da ciência e da sociedade do capitalismo tardio um conceito complexo de razão. Essa tentativa se choca com a concepção de filosofia como crítica da ideologia. Isso, por sua vez, leva à idéia de filosofia como teoria reconstrutiva da racionalidade. Não se trata de um retorno às formas tradicionais de filosofia. A reconstrução da racionalidade moderna se entende como uma tarefa filosófica falível e historicamente situada, que se encontra articulada com as ciências sociais reconstrutivas. A transição para a filosofia reconstrutiva significa também uma correspondência com a teoria da modernidade, isto é, com a diferenciação da razão nas esferas de validade """"ciência"""", """"moral"""" e """"arte"""". O papel da filosofia como intérprete mediador é investigado desde o ponto de vista da unidade procedimental da razão, isto é, de suas dimensões cognitivo-instrumental, prático-moral e estético-expressivo.
LUIZ SÉRGIO REPA
- Autor
- LUIZ SÉRGIO REPA
- Orientador(a)
- RICARDO RIBEIRO TERRA
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2005
Esse trabalho pretende investigar a transformação na concepção habermasiana de filosofia, isto é, a mudança da filosofia como crítica da ciência em ciência reconstrutiva e intérprete mediador, o que está vinculado a uma crítica da modernidade. Ele procura sustentar a hipótese de que essa mudança se explica pela necessidade de desenvolver na crítica da ciência e da sociedade do capitalismo tardio um conceito complexo de razão. Essa tentativa se choca com a concepção de filosofia como crítica da ideologia. Isso, por sua vez, leva à idéia de filosofia como teoria reconstrutiva da racionalidade. Não se trata de um retorno às formas tradicionais de filosofia. A reconstrução da racionalidade moderna se entende como uma tarefa filosófica falível e historicamente situada, que se encontra articulada com as ciências sociais reconstrutivas. A transição para a filosofia reconstrutiva significa também uma correspondência com a teoria da modernidade, isto é, com a diferenciação da razão nas esferas de validade """"ciência"""", """"moral"""" e """"arte"""". O papel da filosofia como intérprete mediador é investigado desde o ponto de vista da unidade procedimental da razão, isto é, de suas dimensões cognitivo-instrumental, prático-moral e estético-expressivo
