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ESTRUTURA E TÁTICA DIALÉTICA EM “DOS CANIBAIS” DE MONTAIGNE

Steven Rendall, Sandra Pedroso, Gustavo Pedroso

Autor
Steven Rendall, Sandra Pedroso, Gustavo Pedroso
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 25
Ano
2014
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i25p203-211
Páginas
203-211
Idioma
pt-BR
2014Steven Rendall, Sandra Pedroso, Gustavo Pedroso. ESTRUTURA E TÁTICA DIALÉTICA EM “DOS CANIBAIS” DE MONTAIGNE. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 25, p. 203-211, 2014.1

Todo autor de grande estatura é logo diminuído por antologistas. Para a maioria dos leitores que não vão além da antologia (ou, se vão, lembram-se apenas do que leram primeiro e não podem se livrar da impressão de que este é o verdadeiro núcleo do autor), os Sermões de Donne são uma vaga penumbra em torno da passagem sobre nenhum homem ser uma ilha e não se perguntar por quem os sinos dobram, Dom Quixote é um longo epílogo à aventura dos moinhos e Proust se inclina para sempre sobre sua petite madeleine. Creio que T. S. Eliot disse certa vez que ficaria muito feliz se “Tradição e talento individual” nunca mais fosse impresso, de modo que seus outros ensaios pudessem ter alguma chance de serem lidos. Montaigne, se estivesse vivo hoje, bem poderia dizer o mesmo sobre seu ensaio “Dos canibais”...