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Ética e infinito em Husserl

Alberto Marcos Onate

Autor
Alberto Marcos Onate
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
54 / 2
Ano
2009
DOI
10.15448/1984-6746.2009.2.4727
Idioma
pt
2009Alberto Marcos Onate. Ética e infinito em Husserl. Veritas (Porto Alegre), v. 54, n. 2, 2009.1

Avaliar o alcance de seu próprio projeto fenomenológico sempre foi motivo de preocupação filosófica para Husserl. Talvez por isso, ele nunca tenha cessado de reformular seus conceitos e suas teorias, visando a um grau cada vez maior de profundidade. Tal interesse pelos limites da fenomenologia husserliana prossegue na atividade de seus intérpretes. Neste artigo, pretende-se apresentar e discutir algumas dessas leituras, procurando-se realçar que a estratégia de privilegiar componentes éticos para pensar os limites da fenomenologia de Husserl não constitui alternativa fecunda. A discussão deve privilegiar parâmetros ontológicos, a partir da abordagem de conceitos-chave corretamente selecionados, em especial os conceitos de infinito e de presente vivo.