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ÉTICA E ONTOLOGIA EM KANT E TUGENDHAT

Daniel Christino

Autor
Daniel Christino
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
6 / 1
Ano
2007
DOI
10.5216/phi.v6i1/2.3128
Idioma
pt
2007Daniel Christino. ÉTICA E ONTOLOGIA EM KANT E TUGENDHAT. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 6, n. 1, 2007.1

A noção de ética defendida pela tradição analítica está baseada no pressuposto de que toda ética deve ser normativa e deve, portanto, justificar a adoção de qualquer princípio moral a partir de uma argumentação racional. No livro Lições sobre ética, Ernst Tugendhat procura dialogar com a tradição filosófica – Kant em especial – a fim de identificar os principais sistemas éticos e seus pontos positivos e negativos. A argumentação de Tugendhat tende para o contratualismo contemporâneo, embora ainda procure manter alguns aspectos kantianos ligados à fundamentação dos imperativos categóricos. Este artigo argumenta que a interpretação de Tugendhat sobre o sistema ético kantiano é correta apenas no que tange à formulação dos imperativos. Ao ignorar a noção de liberdade, Tugendhat abre espaço para o ceticismo ético porque não pode aprofundar a discussão em âmbito ontológico, como o próprio Kant o fez.