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EUDAIMONIA E MEIO AMBIENTE NO PENSAMENTO DE ROUSSEAU: HARMONIA DO SER HUMANO E A NATUREZA

Pedro Calixto, Marcos Antonio J. S. Leal Junior

Autor
Pedro Calixto, Marcos Antonio J. S. Leal Junior
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
18 / 35
Ano
2025
DOI
10.37782/thaumazein.v18i35.5143
Páginas
171-185
Idioma
pt
2025Pedro Calixto, Marcos Antonio J. S. Leal Junior. EUDAIMONIA E MEIO AMBIENTE NO PENSAMENTO DE ROUSSEAU: HARMONIA DO SER HUMANO E A NATUREZA. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 18, n. 35, p. 171-185, 2025.3

O presente estudo realiza uma análise sobre a relação entre ser humano, sociedade e natureza a partir do pensamento de Jean-Jacques Rousseau; pensador europeu inserido em uma vasta tradição político-antropológica que busca compreender a existência humana, tanto em sua dimensão essencial como relacional. Neste sentido, Rousseau evidencia uma contradição: o desenvolvimento técnico e cultural, embora necessários, também podem acarretar na degradação da natureza e da essência humana. Foram escolhidas obras como Discurso sobre as Ciências e as Artes, Discurso sobre a Origem e o Fundamento da Desigualdade e Devaneios de um Passeante Solitário, justamente por permitirem examinar as consequências da alienação humana acerca de sua relação com o mundo, demonstrando, ainda, a busca por harmonia como horizonte último de satisfação. Uma posição crítica diante das relações sociais e da necessidade de estima e reconhecimento alheios. No Devaneios, por exemplo, Rousseau reflete sobre a felicidade e a relação com a natureza, que, preservada, possibilita um refúgio das pressões sociais e um encontro com o verdadeiro “eu”. Trata-se de uma crítica ao amor-próprio, à busca por posses e por honrarias; aspectos que distância a humanidade do amor-de-si e da piedade para com os outros.