- Autor
- Mariana Pimentel Fischer
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 44 / 3
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2021.v44n3.25.p317
- Páginas
- 317-336
- Idioma
- pt
O artigo examina o conceito de Evento elaborado por Alain Badiou e o contrapõe a noção lacaniana de ato tal como reformulada por Slavoj Žižek. Investigará, para tanto, alguns dos trabalhos centrais em que o filósofo francês reconstrói ideias de Lacan a partir de engenhosas associações com Espinosa, Ésquilo e textos militantes de Marx. Badiou escreve sobre uma ruptura não dialética entre Ser e Evento. Zizek, mais fiel a Lacan e também a Hegel, defende a existência de uma unidade entre as dimensões separadas por Badiou. De acordo com o esloveno, um ato político não estabelece, de pronto, um engajamento em um novo começo. Ele apenas limpa o caminho para isso. Dizer “não” seria, então, suficiente para realização de um verdadeiro ato revolucionário?
