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EXISTÊNCIA ÉTICA EM KIERKEGAARD: TORNAR-SE PERSONALIDADE

João Marcelo Crubellate

Autor
João Marcelo Crubellate
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
3 / 5
Ano
2012
DOI
10.26694/pensando.v3i5.553
Páginas
56-81
Idioma
pt
2012João Marcelo Crubellate. EXISTÊNCIA ÉTICA EM KIERKEGAARD: TORNAR-SE PERSONALIDADE. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 3, n. 5, p. 56-81, 2012.2

Meu propósito principal neste texto foi investigar os atributos centrais do estádio ético, conforme definido por S. Kierkegaard, enfatizando a noção de liberdade como central para sua qualificação. Essa descrição é feita, primeiramente, com base na comparação entre o ético e o estético e, depois, com base principalmente na comparação entre o ético e o religioso, perpassando, então, os três grandes estádios definidos pelo pensador dinamarquês. Concluo, a partir disso, que o ético fundamenta-se em uma noção de liberdade enquanto auto-determinação da vontade, pela qual o indivíduo constitui sua própria subjetividade, esta definida, por sua vez, como espírito ou uma interioridade que tem, mediante si mesmo e o mundo, o dever de tornar-se personalidade integrada.