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EXPERIÊNCIA E POBREZA: UM OLHAR PARA REALIDADE A PARTIR DE WALTER BENJAMIN

MAURICIO INACIO DOS SANTOS

Autor
MAURICIO INACIO DOS SANTOS
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
24 / 1
Ano
2024
DOI
10.21680/1984-3879.2024v24n1ID34567
Páginas
AR06
Idioma
pt
2024MAURICIO INACIO DOS SANTOS. EXPERIÊNCIA E POBREZA: UM OLHAR PARA REALIDADE A PARTIR DE WALTER BENJAMIN. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 24, n. 1, p. AR06, 2024.3

A busca por compreender o sentido de experiência na vida humana marcou os escritos de Walter Benjamin. Sua obra é perpassada por essa busca e pela compreensão do seu empobrecimento na modernidade, a partir dos diversos inventos, técnicas e tecnologias que mudaram radicalmente a existência do indivíduo em sociedade. Experiência e pobreza: um olhar para realidade a partir de Walter Benjamin é uma reflexão sobre o empobrecimento do sentido experiência em nossos dias, considerando o olhar benjaminiano. O objetivo deste artigo é discutir, em breves palavras, como o conceito e reflexão sobre experiência e sobretudo o seu empobrecimento é ainda importante e capaz de ajudar na compreensão de nossa realidade. Trata-se de uma proposta de reflexão dos textos de Benjamin que tratam do tema experiência, sobretudo “Sobre o programa de filosofia do por vir” e “Experiência e Pobreza”, tomando como referência a discussão entre vivência e experiência, ambas capturadas pela sociedade capitalista, tornando-se empobrecida e desconectada da realidade. Resgatar o verdadeiro sentido de experiência que possa nortear a existência humana é um imperativo que se impõe. Como superar a mecanização da vida impetrada pela tecnologia é questão que se apresenta na tentativa não de negação da tecnologia, mas de uma reflexão crítica de suas influências subjetivas no indivíduo e em uma sociedade movidos pelo excesso de informação e tecnologia. Buscar o sentido da experiência, na perspectiva benjaminiana, pode ser um caminho de reconstrução do ser humano tão danificado e diminuído em uma sociedade que primou demasiadamente pela razão e pela técnica.