EXPRESSÃO, COMPORTAMENTO E GRAMÁTICA: ESBOÇO DE UMA CRÍTICA WITTGENSTEINIANA DO COMPORTAMENTALISMO DE SKINNER
João Henrique Lima Almeida
- Autor
- João Henrique Lima Almeida
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 17 / 43
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2025.v17n43.p182-195
- Páginas
- 182-195
- Idioma
- pt
Este artigo coloca concepções do comportamentalismo radical de B. F. Skinner a contrapelo das últimas reflexões de Ludwig Wittgenstein. Objetivou-se discutir a gramática psicológica tal como investigada pelo segundo Wittgenstein; examinar as noções de lógica, objetividade e objeto psicológico em Wittgenstein e Skinner; analisar a natureza dos fenômenos expressivos em Wittgenstein e Skinner; esboçar uma crítica de concepções skinnerianas a partir de uma perspectiva wittgensteiniana. O cotejo realizado permite visualizar os pontos que limitam a proximidade entre as noções de Skinner e Wittgenstein, mas também abre margem para avançar em suas mútuas potencialidades. Tudo pode ser estruturado a partir de diferentes concepções de Lógica: a naturalista, de Skinner, que borra os limites entre Filosofia e Ciência e coloca a gramática como generalização empírica; e a gramatical, de Wittgenstein, que enfatiza a normatização linguística da experiência. Essa distinção se desdobra nas distintas noções de objetividade e objeto psicológico e na lacuna teórica em Skinner acerca do fenômeno da expressão.
