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EXPRESSÃO E LINGUAGEM: ASPECTOS DA TEORIA FREUDIANA

Janaina Namba

Tese
Autor
Janaina Namba
Orientador(a)
Luiz Roberto Monzani
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2010
2010Janaina Namba. EXPRESSÃO E LINGUAGEM: ASPECTOS DA TEORIA FREUDIANA. 2010. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, SP. Orientador(a): Luiz Roberto Monzani.1

Este trabalho tem como propósito apresentar alguns aspectos psíquicos do processo de aquisição da linguagem verbal na teoria freudiana. Abordamos esse processo no indivíduo e na cultura, bem como a retomada de aspectos psíquicos envolvidos nessa aquisição, quando a linguagem verbal já se consolidou, por meio do chiste, da obra de arte e da clínica psicanalítica freudiana. Ao tomarmos os processos psíquicos como encadeados e em situação de dependência dos processos fisiológicos, temos que a aquisição da linguagem faz parte de um processo de tradução dos estímulos incidentes no sistema nervoso, até a representação psíquica desses estímulos sob a forma de ligação entre representações-coisa e representações-palavra. Na primeira tópica da teoria freudiana, o aparelho psíquico é composto por diferentes sistemas e o processo de aquisição da linguagem ocorre justamente no período em que consciência e inconsciente ainda não se encontram completamente diferenciados. Indicamos esse período como sendo um período simbólico conforme a concepção schellinguianna de símbolo. Desse modo a linguagem erigida nesse período é chamada por nós de linguagem simbólica. Uma linguagem transitória em que palavras são tomadas como coisas e que abrange as características tanto consciência quanto do inconsciente, até que sobrevenha a ligação entre representaçõeEste trabalho tem como propósito apresentar alguns aspectos psíquicos do processo de aquisição da linguagem verbal na teoria freudiana. Abordamos esse processo no indivíduo e na cultura, bem como a retomada de aspectos psíquicos envolvidos nessa aquisição, quando a linguagem verbal já se consolidou, por meio do chiste, da obra de arte e da clínica psicanalítica freudiana. Ao tomarmos os processos psíquicos como encadeados e em situação de dependência dos processos fisiológicos, temos que a aquisição da linguagem faz parte de um processo de tradução dos estímulos incidentes no sistema nervoso, até a representação psíquica desses estímulos sob a forma de ligação entre representações-coisa e representações-palavra. Na primeira tópica da teoria freudiana, o aparelho psíquico é composto por diferentes sistemas e o processo de aquisição da linguagem ocorre justamente no período em que consciência e inconsciente ainda não se encontram completamente diferenciados. Indicamos esse período como sendo um período simbólico conforme a concepção schellinguianna de símbolo. Desse modo a linguagem erigida nesse período é chamada por nós de linguagem simbólica. Uma linguagem transitória em que palavras são tomadas como coisas e que abrange as características tanto consciência quanto do inconsciente, até que sobrevenha a ligação entre representações-coisa e representações-palavra e haja uma total separação entre os sistemas. O chiste, a obra de arte e a sessão analítica seriam situações em que esse período é retomado por haver, nessas situações, uma suspensão da barreira da censura e, como que, um mergulho da consciência no inconsciente.s-coisa e representações-palavra e haja uma total separação entre os sistemas. O chiste, a obra de arte e a sessão analítica seriam situações em que esse período é retomado por haver, nessas situações, uma suspensão da barreira da censura e, como que, um mergulho da consciência no inconsciente.