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EXPRESSIVISMO, DESCRITIVISMO E O PARADOXO DE MOORE

Juliano Santos do Carmo, Eduardo Ferreira das Neves Filho

Autor
Juliano Santos do Carmo, Eduardo Ferreira das Neves Filho
Revista
Revista Dissertatio de Filosofia
Edição
38
Ano
2013
DOI
10.15210/dissertatio.v38i0.8630
Páginas
269-288
Idioma
pt
2013Juliano Santos do Carmo, Eduardo Ferreira das Neves Filho. EXPRESSIVISMO, DESCRITIVISMO E O PARADOXO DE MOORE. Revista Dissertatio de Filosofia, v. 38, p. 269-288, 2013.3

O objetivo deste trabalho é mostrar que, em relação ao uso de termos psicológicos, Wittgenstein assume uma forma muito particular de expressivismo. Alguns autores procuram mostrar que Wittgenstein é um expressivista no sentido tradicional, outros procuram defender que o filósofo não é um expressivista em nenhum sentido. Para Do Carmo, ambos os modos de conceber a posição wittgensteiniana estão profundamente equivocados e, neste trabalho, ele tenta defender não apenas que Wittgenstein assume certos pressupostos do expressivismo, mas, também que sua posição é potencialmente capaz de superar algumas dificuldades, como a falácia descritivista, por exemplo. Sua estratégia será considerar, em primeiro lugar, o modo como o filósofo procura mostrar a absurdidade das sentenças Moore-paradoxais tomando como pano de fundo o trabalho de Eduardo Ferreira das Neves Filho e, em um segundo momento, mostrar que o tratamento wittgensteiniano dos termos psicológicos consiste justamente na dissolução da dicotomia “descrição-expressão”. Na terceira seção deste artigo, Neves Filho procura responder a algumas das análises e críticas realizadas por Do Carmo nas duas seções anteriores, destacando algumas implicações da assunção de um forte expressivismo para uma solução ao Paradoxo de Moore.