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EXTERNALISMO SOCIAL: MENTE, PENSAMENTO E LINGUAGEM

Jonas Gonçalves Coelho

Autor
Jonas Gonçalves Coelho
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
35 / 1
Ano
2012
DOI
10.1590/S0101-31732012000100011
Páginas
167-192
Idioma
pt
2012Jonas Gonçalves Coelho. EXTERNALISMO SOCIAL: MENTE, PENSAMENTO E LINGUAGEM. Trans/Form/Ação, v. 35, n. 1, p. 167-192, 2012.1

Meu objetivo é mostrar que as teses externalistas “os significados não estão na cabeça” e “os pensamentos não estão na cabeça” não implicam, necessariamente, a tese mais radical “a mente não está na cabeça”. Trato dessa questão no âmbito do Externalismo Social de Tyler Burge e Lynne Baker, argumentando que a importância que esses pensadores atribuem à linguagem nas questões relativas à mente não significa, como uma leitura apressada poderia sugerir, a redução da mente à linguagem e, muito menos, a eliminação da mente. A minha conclusão é que o externalismo social linguístico não se constitui como uma estratégia eficaz de enfrentamento dos problemas da natureza da mente e de sua relação com o corpo.