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“FALO APENAS UMA LÍNGUA E ELA NÃO É MINHA”: DESCOLONIZAÇÃO E INVENÇÃODA LÍNGUA, O MESSIANISMO PARA ALÉM DO COLONIALISMO HUMANISTA

Martha Bernardo

Autor
Martha Bernardo
Revista
Revista Kriterion
Edição
65 / 159
Ano
2024
Páginas
e-49425
Idioma
pt
2024Martha Bernardo. “FALO APENAS UMA LÍNGUA E ELA NÃO É MINHA”: DESCOLONIZAÇÃO E INVENÇÃODA LÍNGUA, O MESSIANISMO PARA ALÉM DO COLONIALISMO HUMANISTA. Revista Kriterion, v. 65, n. 159, p. e-49425, 2024.4

O artigo reflete sobre o tema da colonização em Derridapresente em O monolinguismo do outro. Pretende-se mostrar como o projetocolonial moderno humanista se reflete na língua, impondo uma dimensãoetnocêntrica. Visa-se, num primeiro momento, após apresentar a ideia de umacolonização essencial intrínseca à língua, elucidar o que Derrida consideracomo uma estrutura quase-transcendental da língua dada pelo jogo entreo elemento aneconômico da intradutibilidade e o elemento econômico daintertradutibilidade, de onde se extrai um caráter universal da língua e anecessidade de pensá-la ética e politicamente através da ideia de língua porvir, apontada pelo referido filósofo. Num segundo momento, abordaremos a noção de porvir (avenir), em Derrida, relacionando-a brevemente a três ideiasàs quais ela aparece associada: 1. A democracia porvir, 2. O messianismo e3. A hospitalidade, com o intuito de melhor compreender o significado queo desconstrutor atribui à língua por vir. Finalmente, extraímos a seguinteconclusão: a possibilidade de pensar o quase-conceito de idioma e a escrituraem Derrida como meios para imantar uma língua por vir.