- Autor
- Vladimir Moreira Lima
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 25 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.31977/grirfi.v25i3.5419
- Páginas
- 167-176
- Idioma
- pt
O objetivo deste artigo consiste em apresentar as relações que Félix Guattari teceu com o cinema. Trata-se de investigar, assim, tanto o modo pelo qual a partir do cinema pensou os principais temas e ferramentas de seu pensamento, em especial a esquizoanálise, quanto, neste movimento, nos é oferecida uma concepção para pensar o próprio cinema. Para isso, nos concentraremos especificamente nas produções dos anos 50, 60 e 70. Partimos da hipótese de que a esquizoanálise, proposta nos anos 70, configura-se como uma retomada ou ressingularização de uma outra proposta analítica e política denominada análise institucional, elaborada, por sua vez, nos anos anteriores. Observaremos, então, também como o cinema age diretamente nesta passagem. Nos deteremos, portanto, na análise dos livros Psicanálise e transversalidade: ensaios de análise institucional, o primeiro tomo de Capitalismo e esquizofrenia O anti-Édipo e Kafka: por uma literatura menor, ambos escritos com Gilles Deleuze e, por fim, a primeira edição de La révolution moléculaire.
