- Autor
- Raquel Discini de Campos, Norma Discini
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 33 / 67
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v33n67a2019-47901
- Páginas
- 141-165
- Idioma
- pt
O presente artigo analisa a crônica A graça do amor e da fé (sobre um manuscrito de minha mãe), publicada pelo intelectual Fernando de Azevedo no jornal O Estado de S. Paulo, no ano de 1955. A crônica diz respeito à vida e à morte de Sara Lemos Almeida de Azevedo. A partir da análise crítica desse escrito, e à luz da Retórica, de Aristóteles, discutimos o ethos de um filho amoroso e grato (cujo discurso é articulado pela visada de um “observador sensível”), bem como o ethos do intelectual da educação, que problematiza práticas relacionadas ao campo educacional (cujo discurso é articulado pela visada de um “observador social” imprimida no relato feito sobre as ações pedagógicas da própria mãe). Assim se fundam nessa crônica os papéis sociais e os individuais desse sujeito: papéis concomitantes e entrecruzados na constituição do corpo discursivo da crônica. Palavras-chave: Fernando de Azevedo. Ethos. Intelectual da educação. Afeto e efeito de sentido.
