Voltar para Artigos
Artigos

Feuerbach e Espinosa: deus e natureza, dualismo ou unidade?

Eduardo Ferreira Chagas

Autor
Eduardo Ferreira Chagas
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
29 / 2
Ano
2006
DOI
10.1590/S0101-31732006000200007
Páginas
79-93
Idioma
pt
2006Eduardo Ferreira Chagas. Feuerbach e Espinosa: deus e natureza, dualismo ou unidade?. Trans/Form/Ação, v. 29, n. 2, p. 79-93, 2006.2

: O presente artigo evidencia, por um lado, o mérito da filosofia de Espinosa, pelo fato de haver submetido a oposição das partes e do todo, do corpo e da alma, da matéria e do espírito, à unidade da substância, já que toda parte singular da substância pertence à sua natureza. Por outro lado, destaca a crítica de Feuerbach a Espinosa, porque a filosofia deste é, na verdade, uma filosofia da identidade, que não reconhece, como Hegel também assinala, a substância como espírito e o espírito como substância, e não determina suficientemente a unidade da matéria e do espírito, já que falta a ela a realidade da diferença, da determinidade. Enquanto Espinosa identifica Deus com a natureza (Deus sive natura) e, mediante a natureza divina (a substância), supera a contradição de Descartes entre matéria (res extensa) e espírito (res cogitans), Feuerbach quer, em oposição ao panteísmo, a diferença entre natureza e Deus (aut Deus aut natura).