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FICÇÃO LITERÁRIA NO ENIGMA DO SOFRIMENTO PSÍQUICO E A IDEIA DE INFINITO

Silvério Costella, Paulo Costa, Marcelo Fabri

Autor
Silvério Costella, Paulo Costa, Marcelo Fabri
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
5 / 10
Ano
2014
Páginas
118-130
Idioma
pt
2014Silvério Costella, Paulo Costa, Marcelo Fabri. FICÇÃO LITERÁRIA NO ENIGMA DO SOFRIMENTO PSÍQUICO E A IDEIA DE INFINITO. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 5, n. 10, p. 118-130, 2014.1

A reflexão refere à literatura ficcional no enigma do sofrimento psíquico como um mal do ser, oriundode uma falha na formação do sujeito. O sofrimento como excesso se torna inútil ao determinar um modode ser patológico, indicando uma alteridade problemática ao “acolher” o sintoma ao invés do sujeito. Oparadigma do mal foi representado pela literatura ficcional de Levi, sobrevivente do campo deconcentração. Representa a decadência absoluta do sujeito frente ao sofrimento. E o mal, representadopela literatura ficcional bíblica, no personagem Jó, mas que não sucumbe ao sofrimento e aos sintomas. O“bem” se sobrepõe ao “mal”. Jó teria superado a bipolaridade bem e mal na perspectiva do infinito,permitindo lidar com o trágico sem sucumbir. A análise fenomenológica fictícia sobre o contexto Levi eJó, permite imaginar o sofrimento psíquico como um “mal psíquico” um mal da “criação” da vitima. Aficção literária permite liberdade infinita para referir esse mal como inerente à criação humana, umenigma.