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Filosofia como idiossincrasia, ética como fenômeno: sobre o ceticismo de Plínio Smith

Paulo Jonas de Lima Piva

Autor
Paulo Jonas de Lima Piva
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 03
Ano
2001
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v1i03p91-113
Páginas
91-113
Idioma
pt
2001Paulo Jonas de Lima Piva. Filosofia como idiossincrasia, ética como fenômeno: sobre o ceticismo de Plínio Smith. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 03, p. 91-113, 2001.3

No artigo "Terapia e vida comum", de 1995, Plínio Smith propõe- se a aperfeiçoar o pirronismo, concebendo-o como uma terapia circunscri­ta à experiência pessoal e autobiográfica, e como um discurso idiossincrá­tico e humanista. Em "Sobre a tranqüilidade da alma e a moderação das afecções", texto posterior (1996), o filósofo reflete mais detidamente so­bre a ética no interior do ceticismo, tema este pouco explorado. A proposta deste ensaio é estabelecer uma concatenação entre os dois artigos de Plínio, mostrando que é possível ver no segundo um complemento do pri­meiro, ou seja, que da fusão do conteúdo de ambos podemos obter um retrato filosófico e prático do cético terapêutico depurado, em outros ter­mos, um retrato filosófico e prático do neopirronismo smithiano.