- Autor
- Márcio Seligmann-Silva
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 14 / 26
- Ano
- 2019
- Páginas
- 52-85
- Idioma
- pt
O texto apresenta a teoria da técnica nas obras de Walter Benjamin e de Vilém Flusser com destaque para a noção benjaminiana de Spielraum (campo de ação lúdico) e para a tese flusseriana que associa as novas imagens técnicas e seu universo ao triunfo do homo ludens sobre o funcionário burocrata que tende a dominar os aparelhos e operá-los como instrumentos do fascismo. Benjamin defende uma teoria da arte como uma teoria da “segunda técnica” que permite a conquista de uma nova relação com a natureza, onde não impera mais a dominação, mas, antes, a “dominação da relação entre natureza e humanidade”. Ambos autores sonham com as naturezas externa e a interna ao ser humano liberadas e capazes de desdobrar a sua potência a partir de uma arte-técnica emancipadora.
