- Autor
- Luís Thiago Freire Dantas
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 15 / 28
- Ano
- 2020
- Páginas
- 90-107
- Idioma
- pt
O álbum Bluesman de Baco Exu do Blues simboliza um marco estético para o cenário brasileiro. Utilizando a figura do bluesman, o músico provoca o discurso hegemônico ao desconstruir o estereótipo dos corpos negros alimentado pela mente colonial e, ao mesmo tempo, incita o encantamento através das vozes periféricas que promovem uma filosofia da cosmopercepção. Dessa maneira, este ensaio faz uso de conceitos da filosofia afrodiaspórica para construir, a partir de Bluesman, um princípio estético negro e africano através da dialética fanoniana criando os conceitos de anterioridade, constituição africana e perversão. Com esse caminho espera-se articular, especialmente nas músicas “Bluesman”, “Minotauro de Borges” e “B.B. King”, a compreensão da vivência negra e africana com a produção filosófica da diáspora africana.
