- Autor
- Martin Saar
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 18 / 3
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2019v18n3p393
- Páginas
- 393-415
- Idioma
- pt
Nada claro é o sentido em que a filosofia se relaciona com seu próprio tempo e seu próprio presente. Da perspectiva da história do pensamento filosófico, vários modelos foram sugeridos, desde uma forte confiança na tradição, até a rejeição completa do presente e a demanda por uma “filosofia do futuro“; desde a suspeita de que a filosofia nada mais é do que uma ideologia entre outras, até a exigência de que ela se engaje nas lutas e conflitos de seu tempo a fim de se preparar para um futuro melhor. Este ensaio apresenta uma análise e uma problematização dessas abordagens e defende um ponto de vista que parte da relação precária, ambivalente e contingente da filosofia com seu tempo e sua contemporaneidade. Nem totalmente autônoma, nem inteiramente submetida ao seu próprio tempo, a filosofia pode ocupar uma posição instável na qual crítica e resistência são possíveis, mesmo que não garantidas derradeiramente.
