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Filosofia natural e ateísmo em Estratão de Lâmpsaco e Pierre Bayle

Marcelo de Sant'Anna Alves Primo

Autor
Marcelo de Sant'Anna Alves Primo
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
17 / 47
Ano
2025
Idioma
pt
2025Marcelo de Sant'Anna Alves Primo. Filosofia natural e ateísmo em Estratão de Lâmpsaco e Pierre Bayle. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 17, n. 47, 2025.1

 Dedicando-se plenamente ao estudo das ciências naturais, Estratão de Lâmpsaco foi um filósofo peripatético que, à luz dos elementos naturalistas de Aristóteles, dispensou em sua filosofia natural a necessidade de um deus ativo criador e organizador do universo, alocando o governo divino na força cega da natureza. Tais teses na Modernidade foram revisitadas por Pierre Bayle em alguns parágrafos da Continuation des Pensées diverses, escrito em que o filósofo francês revisita o pensamento de Estratão para torna-lo imprescindível na sua defesa de um ateísmo especulativo e prático. Mais especificamente, quando Bayle estabelece a equivalência do spinozismo ao estratonicismo, o faz assimilando o pensamento de Estratão à sua própria filosofia quando trata da ligação entre filosofia natural e ateísmo nos períodos Antigo e Moderno.