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Filosofia política do pessimismo moderno: Estado e propriedade em Schopenhauer

Rafael José de Lemos

Autor
Rafael José de Lemos
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
14 / 1
Ano
2023
DOI
10.5902/2179378684910
Páginas
e84910
Idioma
pt
2023Rafael José de Lemos. Filosofia política do pessimismo moderno: Estado e propriedade em Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 14, n. 1, p. e84910, 2023.3

Pelo menos desde o século XIX, a relação entre o pessimismo e a política tem suscitado o debate entre diversos filósofos, cujas leituras têm apontado para compreensões bastante opostas. Por um lado, há a leitura tradicional, que aproxima Schopenhauer, o fundador do pessimismo moderno, de uma concepção política conservadora, como é o caso das críticas feitas por Lukács. Por outro lado, há uma apropriação crítica, por parte de uma assim chamada “esquerda schopenhaueriana”, de aspectos desse pessimismo, como fazem Mainländer, Lütkehaus, Horkheimer e a escola de Teoria Crítica. Neste artigo, buscamos analisar algumas categorias de pensamento político, social e econômico de Schopenhauer e as distintas leituras de sua filosofia.