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Finitude e personalização: a escolha original em Sartre

Marcelo Prates

Autor
Marcelo Prates
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 1
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i1.2191
Páginas
410-432
Idioma
pt
2021Marcelo Prates. Finitude e personalização: a escolha original em Sartre. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 1, p. 410-432, 2021.2

Este artigo tem por objetivo analisar na filosofia de Sartre a noção de personalização. Inserida nos quadros da psicanálise existencial, tal noção nos esclarece acerca da escolha original e do projeto existencial. Desde seus primeiros trabalhos Sartre nos apresenta uma consciência transcendental impessoal, de modo que a liberdade como nadificação é independente da vida psíquica. O que queremos demonstrar é que a partir do desenvolvimento da psicanálise existencial a liberdade não é separada da noção de personalização, mas a pressupõe devido à condição de finitude da liberdade. Neste caso, embora pressuponha um campo transcendental impessoal, a liberdade só é apreensível concretamente a partir da personalização. Isso pressupõe uma relação necessária entre a ontologia e a psicanálise existencial na elucidação da liberdade, da história, do homem.