Fogo e Ciência Moderna no mito de Prometeu: reflexões à luz da filosofia baconiana
Marcelo Araujo Gaudêncio, Graziele Borges de Oliveira Pena, Marta Maria Darsie, Jacqueline Borges de Paula
- Autor
- Marcelo Araujo Gaudêncio, Graziele Borges de Oliveira Pena, Marta Maria Darsie, Jacqueline Borges de Paula
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 71 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2025.1.48234
- Páginas
- e48234
- Idioma
- pt
A gênese da Ciência Moderna tangencia as filosofias do empirista Francis Bacon a respeito do homem como responsável pela compreensão e domínio da natureza. No entanto, à medida que o ser humano conquista tamanho poder sobre o mundo natural, reflexões relacionadas à ética do fazer científico fazem-se necessárias, ao considerar-se o eminente sucesso da filosofia baconiana na contemporaneidade. Paralelamente, o fogo constitui um elemento central na história da ciência como instrumento natural, ou produto do avanço científico, fazendo-se recurso nas práticas da alquimia, por exemplo. Os aspectos que representam a Ciência Moderna e o fogo, símbolo do progresso científico, são discorridos por Bacon em analogias do mito de Prometeu, figura da mitologia grega, para abordar questões discutidas neste ensaio teórico referentes ao cientista, intérprete da natureza, e à ética, instrumento inerente ao trabalho.
