- Autor
- Lúcio Álvaro Marques
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 25
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.36517/Argumentos..25.61497
- Páginas
- 134-147
- Idioma
- pt
Por que não haveria uma filosofia brasileira? Eis a questão que nos move há tempos e que nos levou à identificação de alguns dos paradigmas abaixo. À medida que meditamos sobre ela, entrevimos novos cenários e perspectivas possíveis à elaboração de alguma resposta para a mesma. Neste momento, não oferecemos uma resposta, apenas elencamos possíveis paradigmas compreensivos acerca da originalidade de uma filosofia brasileira, a saber, uma caracterização das posturas: afirmativa, negativa, historiográfica, literário-filosófica, filosofia universitária, sabedoria primitiva, práxis-libertadora, filosofias das visões de mundo estrangeira, intérpretes do Brasil, metafilosofia, e filosofia das formas de pensamento. Essa caracterização não se encontra em muitos dos autores citados, mas a formulamos tão só como uma pré-compreensão de um trabalho mais amplo que estamos desenvolvendo em torno das metodologias filosóficas brasileiras e, em parte também, latino-americanas, cujo foco será responder à questão inicial. Dois esboços precedentes foram apresentados no IESMA e na UFOP. Cumpre-nos averiguar a coerência e a utilidade desses paradigmas como pretexto à questão “o que é filosofia brasileira”?
