- Autor
- Juliana Merçon
- Revista
- Trilhas Filosóficas
- Edição
- 3 / 2
- Ano
- 2010
- Páginas
- 87-101
- Idioma
- pt
As relações entre vida e política constituem a paisagem que as idéias deste texto procuram explorar. Foucault nos leva a pensar sobre como a biopolítica moderna abandona a separação que a Antigüidade mantinha entre zÅé e bíos, fusionando a vida e transformando-a em seu objeto. Giorgio Agamben invoca uma figura do direito romano arcaico para contestar: a vida nua já habitava a polis antes da modernidade. O homo sacer exemplifica como, através de sua exclusão, a vida nua é incluída na política. Inclusão que a torna alvo tanto das democracias quanto dos governos totalitários, assim como o novo "sujeito soberano" em nome do qual são propaladas as demandas das lutas sociais. Por fim, as conexões que estabelece Deleuze entre "uma vida", imanência e devir-minoritário são exploradas, conduzindo-nos a breves comentários inconclusivos.
