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Foucault e a educação racial do desejo nas tramas do biopoder

Pedro Grabois

Autor
Pedro Grabois
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
17 / 1
Ano
2025
DOI
10.36517/arf.v17i1.95650
Páginas
228-250
Idioma
pt
2025Pedro Grabois. Foucault e a educação racial do desejo nas tramas do biopoder. Argumentos - Revista de Filosofia, v. 17, n. 1, p. 228-250, 2025.1

Este artigo tem por objetivo atualizar e mobilizar criticamente as formulações foucaultianas sobre as políticas de raça e sexualidade no contexto do mundo moderno/colonial. Em um primeiro momento, apresento as pistas deixadas por Foucault em torno da colocação do sexo em discurso, do biopoder e da articulação entre racismo e sexualidade. Em seguida, dialogo com a releitura que Ann Stoler propõe do pensamento foucaultiano, ao ressituar a história da sexualidade a partir do racismo colonial e ao evidenciar o papel da educação racial do desejo na gestão das fronteiras raciais e sexuais entre colonizadores e colonizados. Por fim, retomo a noção de educação racial do desejo para pensá-la a partir das especificidades de sua formulação no Brasil, destacando as transformações nos discursos sobre a miscigenação, do final do século XIX à segunda metade do século XX, e suas implicações na fabricação de sujeitos brancos e negros.