Artigo
Ver fonte original- Autor
- Timothy O’Leary, João Rodolfo Munhoz Ohara
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 10
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2012v5n10p875
- Páginas
- 875-896
- Idioma
- pt
2013Timothy O’Leary, João Rodolfo Munhoz Ohara. Foucault, Experiência, Literatura. Antíteses, n. 10, p. 875-896, 2013.2
Em uma das várias entrevistas nas quais discute sua insatisfação com o horizonte filosófico de seus dias de estudante, dominado pelo marxismo, pela fenomenologia e pelo existencialismo, Foucault faz a seguinte afirmação: "para mim, a ruptura se deu primeiramente Waiting for Godot, de Beckett, uma performance de tirar o fôlego." Meu objetivo neste texto é estabelecer as bases para compreender como é possível que um trabalho de literatura tenha tal efeito - qual seja, forçar-nos a pensar de outra maneira. É realmente possível que trabalhos de literatura mudem as pessoas que os leem? Ou, para dar a essa questão um foco ligeiramente diferente, as pessoas são capazes de mudarem a si mesmas através de suas leituras literárias?
Palavras-chave:
