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Foucault, herdeiro de Nietzsche, e a vontade de liberdade:: genealogia da biopolítica

Benjamim Julião de Góis Filho

Autor
Benjamim Julião de Góis Filho
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
14 / 2
Ano
2022
DOI
10.25244/tf.v14i2.4495
Páginas
145-164
Idioma
pt
2022Benjamim Julião de Góis Filho. Foucault, herdeiro de Nietzsche, e a vontade de liberdade:: genealogia da biopolítica. Trilhas Filosóficas, v. 14, n. 2, p. 145-164, 2022.2

O presente artigo tem como objetivo apresentar o “biopolítico” em Michel Foucault como uma chave hermenêutica, uma ferramenta conceitual, ou mesmo um princípio de inteligibilidade para leitura de sua obra. Uma biopolítica de resistência como uma “indocilidade refletida” que é a força-motriz de uma ética de atitudes, uma postura que dá sentido ao seu programa de pesquisa. A biopolítica é apresentada como um conceito que se desenvolve, estando presente já, não somente em Vigiar e Punir, como assinala Revel (2006), mas encontra-se aquém e além desta, sendo possível encontrar seus traços em obras e pesquisas anteriores e posteriores. Essa biopolítica de resistência é a evidenciação prática dessa ética de atitude contestatória que não aceita a dominação/sujeição, dos primeiros escritos até a ética do cuidado de si.