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FOUCAULT LEITOR DE SADE: da infinidade do discurso à finitude do prazer

Sébastien Charles

Autor
Sébastien Charles
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
19 / 25
Ano
2007
DOI
10.7213/rfa.v19i25.1192
Páginas
333-344
Idioma
pt
2007Sébastien Charles. FOUCAULT LEITOR DE SADE: da infinidade do discurso à finitude do prazer. Revista de Filosofia Aurora, v. 19, n. 25, p. 333-344, 2007.1

sexual própria ao Ocidente e um fanfarrão da boa consciênciaburguesa. Nada de surpreendente então que a obra de Sade, quevaloriza a transgressão e o gozo, tenha sido o coração de sua reflexãosobre o sexo. Contudo, ao ler mais de perto a interpretação que delapropõe Foucault, vemos duas faces opostas do pensamento sadianoemergir. A primeira anuncia a morte do sujeito e se encontramobilizada em favor de apostas trabalhadas pela questãoestruturalista. A segunda evoca antes o parricídio de Sade a favor deuma sexualidade liberada dos constrangimentos do desejo e do gozoa qualquer preço. Ler Sade por meio de Foucault é assim se interrogarsobre as nossas práticas sexuais a fim de promover uma ars eroticadesembaraçada de uma sciencia sexualis da qual ele se faz em parteo herdeiro. Desde então, a propósito do sexo, é a reflexão de Foucaultque aparece realmente libertadora e a de Sade castradora.