- Autor
- Thomas Edson de Jesus Theodoro Amorim
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 4 / 7
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.34024/limiar.2017.v4.9220
- Páginas
- 207-223
- Idioma
- pt
O marxismo se caracteriza pela centralidade conceitual da história como forma explicativa e objeto de análise, o que conduz à perpétua necessidade de atualização de suas elaborações, autocrítica e incorporação de novas problemáticas condizentes com o movimento real. Se a periodização sobre o “pós-modernismo” como correlato de uma nova “era espacial” parece condizente com tal tradição, não deixa entretanto de levantar dúvidas sobre seu caráter dialético. Fredric Jameson é um dos grandes responsáveis pela apropriação de tais conceitos no âmbito do pensamento dialético, pois, ao correlacionar as formas simbólicas contemporâneas com a nova etapa capitalista, formulou a primeira e mais influente leitura marxista sobre os efeitos culturais da globalização. Sua reflexão sobre a possibilidade de fazer “o tempo e a história aparecerem” em tal contexto elucida os méritos e limites de tal discussão, visto que o autor busca estabelecer relação entre crise e crítica e a emergência da possível “dialética espacial” da pós-modernidade.
