FREUD E O HUMANISMO RENASCENTISTA: NOTAS SOBRE AS INTERPRETAÇÕES DE ERIC FROMM E JACQUES LACAN
Adriana de Albuquerque Gomes
- Autor
- Adriana de Albuquerque Gomes
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 6 / 11
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2014.v6n11.4557
- Páginas
- 71-87
- Idioma
- pt
Sigmund Freud sempre expressou uma profunda admiração por figuras emblemáticas do Renascimento italiano. Seu interesse por Roma e pela antiguidade romana – referências importantes em sua obra – pode ser constatado, inclusive, pela grande quantidade de viagens que Freud realizou rumo a cidades italianas entre os anos de 1876 e 1923. É nesse período, então, que o fundador da Psicanálise publica Eine Kindheitserinnerung des Leonardo da Vinci (1910) e Der Moses des Michelangelo (1914). Este fato chamou a atenção de autores como Eric Fromm e Jacques Lacan, os quais, na década de 60 do século XX, teceram considerações completamente divergentes acerca da complexa relação de Freud com o humanismo renascentista. Este artigo objetiva, portanto, examinar a oposição radical que se pode estabelecer entre essas duas interpretações.
