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Gilles Deleuze e Aristóteles: a diferença no feliz momento grego

Larissa Farias Rezino

Autor
Larissa Farias Rezino
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 2
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i2.2367
Páginas
15-26
Idioma
pt
2021Larissa Farias Rezino. Gilles Deleuze e Aristóteles: a diferença no feliz momento grego. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 2, p. 15-26, 2021.3

As críticas deleuzianas ao pensamento representacional convergem para o entendimento do pensamento como um processo recognitivo. Reconhecer é pensar. Entre todos os problemas concernentes a tal modelo de pensamento, há um empecilho fundamental na recognição: ela não reconhece aquilo que não cabe em suas premissas previamente estabelecidas e que delimitam a linearidade de um pensamento correto. Assim sendo, a diferença, nos alerta Deleuze, nunca chegou a ser pensada por si mesma. Nessa noção a diferença é apenas uma oposição ao igual. Em um dos seus diálogos com a tradição filosófica, o pensador francês encontrou uma rachadura pontual que tratou a diferença no pensamento do filósofo grego Aristóteles. Um momento em que a diferença emergiu e quase foi considerada por si mesma. Ocasião que Deleuze chamou de “O feliz momento Grego”. É sobre o pensamento aristotélico da diferença, o tal momento grego e a crítica conceitual que Deleuze realiza para compor sua teoria que o artigo irá tratar.