Artigo
Ver fonte original- Revista
- Cadernos de História e Filosofia da Ciência
- Edição
- 12 / 1
- Ano
- 2017
- Páginas
- 12
- Idioma
- pt
2017Base Filosófica. Graça e Livre Arbítrio em Blaise Pascal. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, v. 12, n. 1, p. 12, 2017.1
As relações entre graça e livre arbítrio em Pascal são melhor compreendidas através da recusa de dois modelos antagônicos: o molinismo (em que o livre arbítrio é pleno, como o de Adão, e a graça é mera conseqüência do esforço humano) e o calvinismo (em que o livre arbítrio é desde sempre aniquilado e a graça é totalmente incondicionada). Pascal assume a força da graça, à maneira dos calvinistas, mas faz da condição de Adão um estado de livre arbítrio pleno, à maneira dos molinistas; estado de onde o homem saiu em conseqüência do pecado original. Além disso, Pascal resguarda, mesmo na nossa condição atual, um espaço para o livre arbítrio: a oração. Palavras-chave: graça; livre arbítrio; oração; pecado original.
