Graça e Sprezzatura em Baldassar Castiglione
Maria Teresa Ricci, Cristiane Maria Rebello Nascimento
- Autor
- Maria Teresa Ricci, Cristiane Maria Rebello Nascimento
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 2 / 3
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.34024/limiar.2014.v2.9266
- Páginas
- 5-31
- Idioma
- pt
Partindo da análise da etimologia da palavra “graça”, a autora analisa a teoria de Castiglione, condensada na frase “quem tem graça, é grato”, que indica tanto um sentido ativo, quanto um sentido passivo da palavra “graça”. Para receber a graça de seu príncipe, o nobre cortesão deve ser gracioso. A “graça”, portanto, torna-se um ornamento e uma estratégia. A “graça” nasce de uma “regra universal”: evitar afetação e demonstrar certa indiferença – sprezzatura. Sprezzatura, que implica disprezzo, desdém, é dissimulação da arte e similação de natureza. É o produto de uma longa “fadiga” que deve ficar completamente escondida. A “graça” pode ser, deste modo, resumida no oxímoro: arte sem arte.
