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Hannah Arendt (1906-1975)

Adriano Correia

Autor
Adriano Correia
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 9
Ano
2018
DOI
10.34019/2448-2137.2006.17848
Idioma
pt
2018Adriano Correia. Hannah Arendt (1906-1975). Revista Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 9, 2018.1

Initium ut esset homo creatus est (para que houvesse um início o homem foi criado). Esta frase de Agostinho de Hipona é seguramente a citação mais recorrente em toda a obra de Hannah Arendt, mesmo que ainda não apareça na sua tese de doutorado sobre O conceito de amor em Agostinho, concluída quando ela tinha vinte e três anos de idade. Aquele início ao qual a frase alude, garantido por cada novo nascimento, foi mencionado na segunda edição de As origens do totalitarismo como uma réplica à sua própria conclusão pessimista da primeira edição, que apontava para a possibilidade de que o totalitarismo não encontrasse qualquer obstáculo na sociedade moderna de massas; e foi utilizado em A condição humana para a compreensão do conceito de ação como instauração de um novo começo, de um início absoluto como um milagre.