- Autor
- José João Neves Barbosa Vicente
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 12 / 24
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2021v12n24p342-352
- Páginas
- 342-352
- Idioma
- pt
Em suas reflexões sobre a política, desde seu esforço no intuito de compreender o “fenômeno totalitário” que, de um modo geral, destruiu a própria “política”, Hannah Arendt sempre defendeu a liberdade e a participação política ativa e efetiva de todos os cidadãos, por isso criticou e condenou todo e qualquer sistema político capaz de eliminar ou diminuir os espaços públicos onde os homens possam manifestar sua liberdade através de ação e do discurso na presença de seus pares. Essa crítica não incidiu apenas sobre os regimes totalitários, mas também sobre a democracia representativa que, para ela, ainda não se constituiu em um governo onde todos têm, de fato, a oportunidade de participar de forma ativa e efetiva nos assuntos públicos. Essa realidade, para Hannah Arendt, somente é possível em um governo baseado no sistema de conselhos. Assim, o objetivo primordial deste artigo é analisar e apresentar, ainda que de modo introdutório, alguns argumentos utilizados por ela em defesa do sistema de conselhos.
