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HANNAH ARENDT: O QUERER E A LIBERDADE

Carlos Antonio Mendes de Carvalho Buenos Ayres

Autor
Carlos Antonio Mendes de Carvalho Buenos Ayres
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
11 / 2
Ano
2008
DOI
10.5216/phi.v11i2.4720
Páginas
215-246
Idioma
pt
2008Carlos Antonio Mendes de Carvalho Buenos Ayres. HANNAH ARENDT: O QUERER E A LIBERDADE. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 11, n. 2, p. 215-246, 2008.1

O artigo propõe-se a descrever, segundo o crivo analítico de Hannah Arendt, o percurso histórico-teórico que conduz ao aparecimento de uma das três faculdades do espírito: a faculdade da vontade ou querer. Remontando inicialmente à Grécia antiga, logo empreende um movimento progressivo até a nossa contemporaneidade, segundo a contribuição de pensadores clássicos, medievais e modernos. Numa visão retrospectiva, Arendt discorre com acuidade acerca do processo de percepção e assunção da faculdade da vontade, correlacionando-o com o advento e consolidação da concepção linear do tempo, de extração cristã, em contraposição à concepção cíclica do tempo, de extração helênica. Também discorre sobre o embate que se instala entre a faculdade do querer e o pensar, através da polêmica entre São Tomas de Aquino e Duns Scotus. Por fim, o artigo aproxima a faculdade da vontade à noção de liberdade, fundamento da condição humana.