- Autor
- João Farias
- Revista
- Revista Enunciação
- Edição
- 6 / 1
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.61378/enun.v6i1.121
- Idioma
- pt-BR
O presente artigo traz alguns comentários acerca da leitura de Hans Jonas da teoria marxista. Crítico do capitalismo e da tecnologia moderna, Jonas direciona sua análise política a fim de verificar se em um estado socialista a responsabilidade encontraria o suporte político para sua realização. Jonas, porém, identifica ainda no marxismo diversos elementos comuns às democracias liberais de matriz capitalista, entre eles o ideal de progresso e uma ingênua confiança na tecnologia, os quais o filósofo culpa por serem demasiado utópicos. Nesse sentido, procuramos destacar a argumentação de Jonas em torno da tese de que apenas livrando-se desse ideal utópico poderia o marxismo servir de cenário apropriado para a concretização de uma política da responsabilidade. Dividido em duas partes, primeiro, elencamos os elementos que Jonas vê como interessantes na teoria marxista; em seguida, trazemos as contribuições de Jonas que visam a “atualizar” o marxismo, citando as fragilidades de sua utopia que requem maior atenção, de modo a poder inspirar a construção de uma organização político-econômica que sustente a responsabilidade como princípio.
