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Heidegger e a filosofia do salto

Rodrigo Amorim Castelo Branco

Autor
Rodrigo Amorim Castelo Branco
Revista
Sofia
Edição
8 / 2
Ano
2020
DOI
10.47456/sofia.v8i2.23657
Páginas
31-49
Idioma
pt
2020Rodrigo Amorim Castelo Branco. Heidegger e a filosofia do salto. Sofia, v. 8, n. 2, p. 31-49, 2020.1

O intuito deste texto é fazer uma abordagem fenomenológica a respeito da terceira juntura (Fügung) das Contribuições à filosofia (Do acontecimento apropriador). Buscamos discutir de que modo o salto (der Sprung) é uma forma de passagem do primeiro princípio do pensamento (filosofia como metafísica) ao outro princípio do pensamento (meditação filosófica acolhedora do ser (Seyn) em seu profundo velamento). O salto é irrepresentável, não é passível de ser modulado por nenhum cálculo ou representação do ente, uma vez que saltar, segundo as meditações de Heidegger, indica lançar-se em uma via totalmente outra do percurso ôntico seguido pela metafísica em toda a história ocidental. O salto é o deslocamento do ser-aí (Da-sein) da zona da entidade rumo ao acolhimento da recusa do ser. Nesse sentido, o ser-aí recepciona o fundamento na sua mais singela e profunda vigência, isto é, como o Nada do ente e como fosso abissal (Ab-grund).