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Helenismo e Classicismo na Etética Alemã.

PEDRO SUSSEKIND VIVEIROS DE CASTRO

Tese
Autor
PEDRO SUSSEKIND VIVEIROS DE CASTRO
Orientador(a)
ROBERTO CABRAL DE MELO MACHADO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2005
2005PEDRO SUSSEKIND VIVEIROS DE CASTRO. Helenismo e Classicismo na Etética Alemã.. 2005. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): ROBERTO CABRAL DE MELO MACHADO.2

O presente estudo pretende mostrar como se articulam o helenismo e o Classicismo na estética alemã da época de Goethe. Para isso, é necessário analisar as obras de alguns dos principais teóricos desse período, como Winckelmann, Lessing, Goethe e Schiller. A obra de Winckelmann será considerada como uma fundamentação do Classicismo helenista alemão da última década do século XVIII, cujo projeto era imitar o ideal de beleza da arte grega. Já a obra de Lessing será pensada como o início a uma crítica ao Classicismo francês, propósito que orientou o Sturm und Drang, ou pré-Romantismo, no qual Shakespeare foi considerado como modelo para a dramaturgia alemã. Posteriormente, na fase clássica de Goethe e Schiller, denominada Classicismo de Weimar, este estudo pretende ressaltar a retomada das idéias de Winckelmann. Goethe e Schiller propõem uma discussão teórica e uma realização artística do Classicismo, incorporando a fundamentação e a crítica, já que a questão do helenismo, da imitação dos gregos antigos, se insere em uma discussão sobre os parâmetros para a criação artística moderna.