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HENRI BERGSON E A DESCOBERTA DO MISTICISMO COMO MÉTODO EM FILOSOFIA

Rildo Ferreira

Autor
Rildo Ferreira
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
13 / 1
Ano
2020
DOI
10.25244/tf.v13i1.1870
Páginas
217-235
Idioma
pt
2020Rildo Ferreira. HENRI BERGSON E A DESCOBERTA DO MISTICISMO COMO MÉTODO EM FILOSOFIA. Trilhas Filosóficas, v. 13, n. 1, p. 217-235, 2020.1

Bergson buscou o estabelecimento de uma nova metafí­sica, que levasse o ser humano a um conhecimento mais profundo de si mesmo e do cosmos, e que nesse processo fundasse uma nova moral, assim como outras categorias gnosiológicas que transcendessem o instrumentalismo violento de um mundo escravo de uma ciência excessivamente baconiana. Neste artigo pretendemos mostrar como, ao final de sua obra e vida, a temática religiosa surge como campo privilegiado para a realização e a compreensão da totalidade e da essência de seu projeto refundador da filosofia. Da crí­tica ao pragmatismo jamesiano (como excelente representante do espí­rito de nossa época) à mí­stica como única saí­da para o ser humano (transcendendo um pensamento geométrico em direção ao pensamento da duração), Bergson desenha no horizonte, ainda numa época cega a este questionamento, a indagação de se de fato, como crê uma inteligência desavisada, a religião morreu como agente ativo no diálogo intelectual ocidental.