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Hermenêutica da Vida Fática de Heidegger

André Wallas da Silva Sousa

Autor
André Wallas da Silva Sousa
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
11 / 2
Ano
2024
DOI
10.26512/rfmc.v11i2.53092
Páginas
11 - 26
Idioma
pt
2024André Wallas da Silva Sousa. Hermenêutica da Vida Fática de Heidegger. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 11, n. 2, p. 11 - 26, 2024.1

o presente artigo pretende investigar a ideia da hermenêutica fenomenológica da vida fática no pensamento do jovem Heidegger. A presente investigação gira em torno de responder: o que Heidegger entende por vida fática? Em que medida o projeto da fenomenologia hermenêutica de Heidegger se caracteriza como elemento fundamental para compreender a vida fática? A fim de alcançar o objetivo proposto, será realizado um percurso analítico descritivo das preleções dos anos 1919 a 1923, especificamente, Ontologia (Hermenêutica da facticidade), Interpretações fenomenológicas sobre Aristóteles: introdução à pesquisa fenomenológica. Com isso, Heidegger busca compreender a vida fática, ou seja, facticidade denotaria o modo de ser de nossa existência, maneira que se expressa sempre e a cada vez aí, na ocasionalidade (Jeweiligkeit) do mundo. Ao ocupar-se da facticidade, Heidegger a aborda em vista do horizonte intencional constituinte do campo de manifestação dos fenômenos, para, assim, possibilitar pensar as significações historicamente consolidadas do mundo por meio da fenomenologia. Neste sentido, o empenho heideggeriano para compreender a facticidade é o elemento fundamental para o desenvolvimento da sua hermenêutica fenomenológica da facticidade.